Câmera digital, tocador de MP3, antena de TV, suporte a mensagens multimídia, teclado retrátil. Atualmente, você consegue até "falar" com o seu celular, tamanha a quantidade de recursos que os fabricantes estão agregando aos aparelhos.
Para ajudá-lo a decidir qual o melhor celular para o seu estilo de vida ou de trabalho, o IDG Now! preparou um guia com dicas que vão transformar a sua compra numa tarefa mais fácil
A princípio, os celulares foram feitos para "falar", como qualquer telefone. E se o seu objetivo é usá-lo apenas para essa atividade - às vezes um pouco esquecida pelos fabricantes -, não pense em gastar uma verdadeira fortuna com aparelhos equipados com câmeras digitais ou MP3 players.
Os principais fabricantes do mercado oferecem às operadoras aparelhos simples, com preços mais baixos (a partir de 100 reais) e destinados a quem quer, mais do que qualquer outra coisa, apenas falar. Geralmente, esses modelos possuem suporte a mensagens de texto - Short Message Services (SMS) - , navegador Wireless Application Protocol (WAP) e agenda para, em média, 250 contatos. Não espere uma telinha colorida, pois a maioria dos aparelhos tem visor monocromático.
Gastando um pouco mais, cerca de 200 reais, é possível encontrar aparelhos com telas coloridas, navegador de internet, ringtones e melodias personalizáveis. O design desses celulares fica mais arrojado.
Preste atenção nas promoções das operadoras de aparelhos em datas comemorativas, como Dias da Mães ou dos Pais e no Natal. Nestas épocas, as ofertas são atraentes.
Tecnologia avançada e miniaturização transformaram os terminais móveis em verdadeiras centrais de diversão digital. Bem-vindo ao mundo dos celulares cuja função de falar, às vezes, é apenas um detalhe.
Com faixa de preço um pouco mais alta, por volta dos 500 reais, é possível encontrar aparelhos equipados com câmera digital, capazes de enviar mensagens multimídia, escolher tons polifônicos e ouvir MP3. Alguns gravam conversas, outros já têm jogos avançados em tecnologia Java e agendas mais completas.
Acima dos 1.000 reais, os celulares começam a se transformam em pequenos computadores. Além de fotografias, gravam e enviam vídeos, recebem e-mails, têm funções de discagem por voz e calendários com agenda.
Entre os diversos recursos disponíveis, aplicativos especiais que podem ser baixados da internet ou de um computador, conexão com impressoras, álbum de fotografias, entrada para joystick - sem contar outras facilidades, como teclados retráteis ou dobráveis, displays giratórios e visual pra lá de caprichado.
Em resumo, encontre sua tribo e divirta-se com esses celulares.
À medida que os celulares se popularizaram, foram se transformando em uma ferramenta de trabalho. E além de fazer com que você fique 100% do tempo disponível, o importante é, neste caso, conseguir fácil acesso às informações, como os e-mails e as bases de dados corporativas.
Esta é a categoria de celulares batizada de "smartphones" (telefones inteligentes), que contam com agendas mais completas, funções de sincronização de e-mails, leitura e edição de arquivos do Word, Excel e PowerPoint, conexão com impressoras, além de teclados modelo Qwerty (semelhantes aos usados em computadores), tela colorida e comunicação Wi-Fi.
Ter todas essas facilidades não sai por menos de 1.500 reais. Caro? Pense então se esses recursos são fundamentais para que, de qualquer lugar, possa fechar negócios.
Você já deve ter ouvido essas siglas em propagandas das operadoras de celulares. Afinal, elas alardeiam que suas tecnologias permitem um investimento seguro dos seus clientes.
A sigla CDMA significa Code Division Multiple Access. No Brasil, só a operadora Vivo utiliza. Segundo Celedonio von Wuthenau, diretor regional do CDMA Development Group para América Latina, a rede CDMA comporta velocidades de até 250 Kilobits por segundo (Kbps). A taxa média do usuário brasileiro, diz Wuthenau, não passa de 60 Kbps a 100 Kbps.
O GSM (Global System for Mobile Communications) possui cobertura em quase todo o mundo. De acordo com Erasmo Rojas, diretor da 3G Américas, de cada dez aparelhos sete usam a tecnologia GSM, utilizada por TIM, Claro, Oi, Brasil Telecom GSM, Telemig Celular e Amazônia Celular no Brasil.
Os aparelhos equipados com a tecnologia contam com um chip - fornecido pela operadora ao usuário. Quer trocar de aparelho sem perder o seu número, ou mesmo os contatos? Fácil, tire o chip de um celular e coloque em outro que tudo estará ali, armazenado.
Atualmente, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), existem 28,3 milhões de terminais GSM e 20,7 milhões na tecnologia CDMA em uso no Brasil.
Há prós e contras nas duas tecnologias. A rede CDMA proporciona melhor qualidade de voz e raramente sofre interrupções na chamada em curso - mesmo em túneis ou dentro de prédios. Para quem viaja muito, os serviços de roaming em outros Estados brasileiros e mesmo fora do Brasil são melhores para os donos dos aparelhos GSM.
No Brasil, o número de celulares em uso atingiu 70,8 milhões de pessoas em abril, de acordo com dados da Anatel. Deste total, 80% são de aparelhos de planos pré-pagos.
Logo, o melhor plano, quando for comprar um celular é pré-pago. Certo? Depende. O ideal é fazer uma análise do seu perfil de consumo. Estime quanto minutos por mês você espera falar ao celular. Depois, verifique os planos das operadoras.
Saiba que o custo de um minuto, em planos pós-pagos, é mais barato do que em pré-pagos. Se você terá um uso intensivo do celular, as operadoras têm planos bem atraentes e vantajosos.
Os planos pré-pagos são ideais para quem vai usar pouco o celular ou apenas receber ligações. A compra antecipada de créditos permite ainda o planejamento de gastos e sem surpresas no final do mês.